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A Difícil Tarefa de ser Pai

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Tornando-se pai ou mãe, você já sentiu a angústia de não saber como agir com o seu filho? Ou pior, sentiu uma culpa enorme por acreditar que é um péssimo pai ou mãe?

Eu sou mãe e, muitas vezes, já passei por isso. E as grandes perguntas são: onde e como aprender? Meu pai sempre dizia que,  para ser pai ou mãe, não existe Faculdade.

Na realidade, encontramos muitos livros, sites e assistimos palestras que procuram nos orientar sobre a educação dos filhos, embora tratem esse tema de maneira muito generalizada, dificultando a aplicação no dia-a-dia, porque cada filho exige um tratamento específico pois, cada caso, é um caso.

Apesar disso, consegui encontrar um ótimo livro sobre o assunto e que oferece dicas práticas, para situações específicas. E, o melhor: sem colocar a culpa nos pais. O título é: “El no tambiém ayuda a crecer” de María Jesús Álava Reyes.

A autora explica que, na literatura há muitos livros relacionados à educação dos filhos porem, com abordagens que, muitas vezes, se confundem com tendências políticas: liberal ou tradicional. Nas gerações anteriores, os pais eram temidos e as regras eram determinadas exclusivamente por eles, sem discussão nem diálogo. Com o passar do tempo, entramos numa fase oposta: os pais confundiram liberdade com falta de regras e limites. Na realidade, as crianças precisam de diálogo, de regras e limites. Como diz a autora: “nada desorienta mais numa criança do que a ausência de normas”.

Numa sociedade onde as atividades profissionais consomem a maior parte do tempo, e pouco sobra para o lazer e a convivência em família, como suprir essa carência de tempo disponível para nossos filhos? E, nesse pouco tempo, como educá-los (e isso inclui disciplina, regras e frustrações) mantendo a convivência pacífica e harmoniosa? Difícil situação.

Para ajudar, relaciono algumas dicas extraídas deste livro, da minha experiência como mãe e da convivência com outras mães:

  1. Cada filho, sendo portador de personalidade distinta, deve ser educado de maneira diferenciada, respeitando-lhe o jeito de ser porem, mantendo para todos os mesmos valores e base educativa;
  2. Atue com calma, segurança e firmeza pois eles sempre percebem quando estamos nervosos ou inseguros;
  3. Dialogue com eles, tendo a clareza de que não são amigos, e sim pais. Caso ignorem nossas orientações, devemos agir mesmo que seja sem explicações pois somos os responsáveis pela educação deles e a última palavra deverá ser, sempre, a nossa;
  4. Evite os discursos, pois as crianças só aprendem por meio dos exemplos ou seja, nossas ações;
  5. Sempre que possível, mantenha o senso de humor;
  6. Confie em si tanto quanto na capacidade dos nossos filhos;
  7. Seja mais perseverante do que eles porque, normalmente, eles levam vantagem;
  8. Unifique critérios de educação entre os pais ou seja, ambos devem utilizar o mesmo discurso, assim como com os professores;
  9. Na dúvida, use o senso comum e muito afeto pois, mesmo quando precisamos corrigir de maneira firme, o fazemos por amor. Assim, transmitimos segurança para a criança, que é infinitamente melhor do que lhe presentear com um brinquedo;
  10. Faça com que a criança se sinta valorizada, querida e respeitada;
  11. Lembre-se de que ela é uma criança e não um mini-adulto;
  12. Eles precisam brincar. Evitemos ocupar todos os seus horários com atividades extracurriculares, mesmo que as justificativas sejam: garantir um bom futuro, gastar energia, mantê-los ocupados para que não incomodem os adultos etc.;
  13. Ter muita, MUITA paciência;
  14. Lembre-se que o prêmio é muito mais efetivo do que o castigo que pode, até, eliminar más condutas porem, não serve para implantar novos comportamentos;
  15. Conheça a etapa de desenvolvimento do seu filho e aja em função disso;
  16. A superproteção faz com que a criança acredite que o mundo gira ao redor dela. Devemos prepará-la para que se torne uma pessoa autônoma e feliz. A criança precisa vivenciar as próprias crises para desenvolver seus próprios recursos e habilidades. Nosso papel, nesses momentos, é permanecer ao lado dela. Como relata a autora:  “Devemos correr COM eles, mas não correr POR eles”;
  17. Tenha a coragem de falar “NÃO”, pois a vida o fará e de forma muito mais cruel e, embora possa parecer estranho, eles querem esse “NÃO”, esse limite;
  18. Elimine o medo, a vergonha ou o preconceito caso necessite da ajuda de um profissional.

O psicólogo é um especialista que oferece, por meio de sua formação e experiência, uma visão mais clara e objetiva do problema, assim como soluções e orientação atuando para que haja um bom relacionamento familiar, alem de um ambiente mais estável e tranquilo, onde a criança consiga se desenvolver melhor.

Embora existam crianças mais difíceis do que outras, quando nossos filhos começam a apresentar comportamentos inadequados na realidade, estão nos mostrando (ou “gritando” com esse mau comportamento) que algo não está bem e, sobretudo, que necessitam da nossa atenção, do nosso amor e da nossa segurança.

Difícil? Com certeza porem, possível.

 

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